quarta-feira, 1 de maio de 2013

O que será do amanhã?




         Quantas vezes você não deitou e essa pergunta rodopiou entre seus pensamentos inibindo seu sono? Se você se identificou, acredite, não és o único... A incerteza do amanhã nos deixa muitas vezes ansiosos e até temerosos. Mas também se a gente soubesse o que iria acontecer qual seria a graça de ser surpreendido? Uma vida constante é uma vida sem emoção...e precisamos dela para nos mantermos "vivos"! E no amanhã pode acontecer tanta coisa e ao mesmo tempo nenhuma! Você pode encontrar o amor da sua vida, perdê-lo, arranjar um bom emprego, receber uma notícia que pode mudar sua vida ou simplesmente você pode morrer... E se isso acontecer? Será que você está preparado? Será que há uma preparação para a morte?
          Enfim, o que quero dizer com essas provocações reflexivas é que por mais que a gente planeje, nem tudo vai sair conforme gostaríamos, por isso a importância de termos sempre um plano B,C,D... Planejar é importante, nos proprociona uma certa segurança, mas estar preparado para superar a frustração e a ansiedade de quando as coisas não saem como gostaríamos também é.
          Por isso, é imprescindível enxergar sempre a vida com outros olhos, ter criatividade para superar os obstáculos e atitude para encará-los de frente! A vida é um evento raro! Se eu morresse amanhã, talvez não estivesse "preparada", afinal, viver é tão bom que morrer feliz sem saber ao certo o que nos espera é muito utópico, além do que alguns detalhes ainda precisam ser aprimorados no meu Eu e nas minhas ações. Afinal de contas viver é um moldar constante mediante as circunstâncias da vida. Mas te diria que sempre busquei viver tudo aquilo que me faz sentir e que definitivamente "Epitáfio" não é a canção da minha vida!
           Mas quanto ao que será do amanhã?! Digo-te que pode ser tudo como também pode ser nada, que o acaso ou destino também interferem, que sorte nunca é demais, no entanto, que o principal responsável pela resposta a essa pergunta é você mesmo! Se as coisas não sairem como você planejou ou esperava, não se cobre demais, apenas viva, as vezes é preciso percorrer um caminho mais longo para se chegar ao objetivo, o nome disso se chama experiência e a gente só tem a aprender e ganhar com isso. O melhor de tudo não é o chegar, mas sim tudo que vivenciamos ao longo do caminho! Portanto, "entregue-se aquilo que te faz sentir" e seja feliz...Pra que pensar demais no amanhã e deixar escapar algo tão valioso como o agora?! Viva o hoje, viva o  instante, viva já! Pois o amanhã... "é uma estrada em construção..."

quinta-feira, 21 de março de 2013

Universo sem Fronteiras




           É difícil falar, depois de um momento tão longo de silêncio. A impressão que tenho é de que o desuso afetou minha capacidade expressiva, no entanto, as palavras pedem-me desesperadamente para sair e correr o mundo. Talvez dessa forma algum dia, alguém, em algum lugar possa me compreender.
             Desde que viajei para Lisboa muita coisa mudou, inclusive eu mesma. O misto de sensações e a forma como as mesmas interagem com as emoções me provocam muitas vezes uma confusão absurda. Esse trecho de uma música da Pitty reflete um pouco disso: "Novos rostos, novas vozes, interagindo e modificando você..."  Sei que o ser humano está constantemente em processo de transformação, afinal as emoções são transitórias. Porém, o que acho mais interessante é a instabilidade emocional que adquirimos ao sair da zona de conforto. 
                 Pois é, quando saímos do nosso "habitat natural" e as cruzamos as fronteiras do além mundo para viver outras experiências estamos sujeitos à passar por essa fase de adaptação. E esse processo adaptativo pode ser demorado e sobretudo doloroso, sendo que também cada pessoa tem a sua maneira e o seu tempo de reação perante ele. Muitas vezes a opção escolhida é desviar o foco para coisas efêmeras, o que não é mal até certo ponto. Quando mascaramos o que sentimos e passamos a buscar exclusivamente coisas que não nos motivam, mas que nos dão a sensação momentanea de diversão e prazer, o que fica depois disso tudo é um vazio sem fim. Contudo, quando passamos a desviar o foco tendo como prioridade o nosso bem-estar e acrescentamos a ele apenas a efemeridade essencial de que necessita, acredito que esse é o ponto de partida para o equilíbrio essencial fundamental à adaptação plena. E quando atingimos esse ponto pode ter certeza que o desejo de superação se multiplica e você vai descobrir o quanto é gratificante viajar por esse universo sem fronteiras.
                      Mas para tal, o importante é acreditar em si próprio e entender que tudo que acontece nessa vida tem um porquê. O tempo, Senhor do destino, aos poucos vai realocando os fatos e despertando em você aquilo que verdadeiramente te instiga, move-te e te revigora as forças para lutar.
                      Nos momentos de grande instabilidade emocional, seja pela perda, saudade, desilusão ou dor o essencial a se fazer antes de tudo é voltar-se para si mesmo. Nunca esquecerei uma frase que ouvi de uma amiga, em um momento que para mim a dor era maior que qualquer outra sensação física e ela sabiamente disse-me: "Chore tudo que você tiver vontade de chorar, mas quando decidir parar realmente pare..."  E é mais ou menos por aí... Nada melhor do que investir em si mesmo, pois sem dúvida você receberá um retorno pelo resto da vida. Cuide do seu corpo e sobretudo da sua mente, faça atividades que te proporcionem alegria existencial e ame sempre. O amor é a força mais transformadora que há na face da terra, portanto viva o sentimento em toda sua plenitude...
                       A vida, meus caros, é uma oportunidade única e breve para passarmos por ela como meros figurantes. Portanto, respire fundo, mentalize boas energias, cultive amigos, destribua sorrisos, lute pelo seu sucesso, ajude seu próximo, alimente seus sonhos, ame com todo o seu coração e assim trilhe seu caminho em busca da felicidade pelo fantástico universo sem fronteiras ...
                         

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012




O fruto proibido

Diante do mistério
O torpor da solidão
As horas passam lá fora
Universo, tempo, dimensão...

Será que vou te encontrar?
Um dia te conhecer?
Ou só nos resta uma chance ...
A de esperar acontecer...

Nas noites em meu refúgio
Me flagro pensando em você
Em tudo que não vivemos
Na magia que foi lhe conhecer

Será que a embriaguez do amor
Feito um whisky barato
Invadiu o meu ser
Destruindo o humano sensato

Ou quem sabe a solidão
Contemplou minha alma
Por violar os costumes
E a natureza selada

Assim como morangos frescos
De sabores inigualáveis
Para sempre, por belos campos
Guardarei sua voz suave

Morango, és o fruto proibido
Síntese de ternura e emoção
Criatura ímpar na terra
Que guardo em meu coração
                                                                                   

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amor, uma questão de sorte?




Às vezes me pergunto: por que será que a gente idealiza determinada situação, a vê acontecendo diante de nosssos próprios olhos e estraga tudo ou até mesmo não pode transformá-la em uma realidade nossa?
É meus caros... trazendo essa temática para o amor, diria que o mesmo pode ser comparado de fato a um jogo e muito mais complexo até que o xadrez para profissionais... Pois, no jogo do amor as peças são pessoas, seres compostos por sentimentos, medos, inconstâncias, apegos e desapegos que os tornam únicos...
Em um mesmo lugar, horário, dia, mês e ano, duas pessoas diferentes se conhecem, o sentem e não basta acontecer para um, tem que ser para ambos e ainda mais difícil que o despertar de um interesse mútuo é a posterior relação do casal... Seria então o amor, uma questão de sorte?
Desafios diários da convivência, gostos, vícios e virtudes compartilhados, apostas para o futuro... futuro!
Creio que até mesmo a criatura mais racional, ambiciosa pelo trabalho e por um futuro profissional de sucesso, no seu íntimo, sabe ou um dia saberá que toda fortuna do mundo torna-se pequena diante de uma vida solitária e carente de amor...
Talvez eu sonhe demais e acabe me perdendo dentro de um conservadorismo embebido pela contemporaneidade, bem típico da minha personalidade híbrida e repleta de valores que vão do clássico ao popular, do simples ao exagerado...
Mas, acredito também que podemos ser tudo que quisermos, profissionais de sucesso realizados com o que fazemos e também amados...
Hoje descobri que ainda é possível conhecer pessoas com atributos os quais sempre buscamos em alguém para compartilhar a vida, sonhos e conquistas... Apesar de não criar expectativas, me dou por feliz em saber disso, a certeza de que a utopia pode se tornar uma realidade palpável renovou minhas esperanças ...
Peço discernimento a Deus, a energia vital que me rege, para entender cada fato e superar cada obstáculo. Independentemente do que acreditas, caro leitor, gostaria de terminar este texto dizendo que na minha opinião, os grandes acontecimentos da nossa vida são pré-determinados, o nosso livre arbítrio se manifesta por meio de nossas escolhas que podem nos desviar, criar atalhos ou tornar o caminho mais longo...
Então, acredite, viva cada dia por vez e não se esqueça que o amor pode se manifestar de várias formas e que também tudo tem seu tempo... No entanto, nem tudo que queremos faz parte desses eventos pré-determinados, ou seja, não faz parte da vontade de Deus nas nossas vidas... No momento em que acontecem, não entendemos, pois nosso lado humano fala mais alto, porém mais uma vez o tempo, nos traz as respostas que precisamos e nos mostra aquilo que realmente buscamos...
Portanto, pense bem antes de dizer que tudo está perdido ou que você não tem sorte no amor, afinal, nesse grande jogo que faz parte da vida, pela qual o amor se manifesta, tudo pode acontecer...
Por fim, para os que esperam uma conclusão mais realista, voltada para a grande massa e que nem sempre pode contar com a sorte, fica a dica: olhe mais ao seu redor e se permita!!! :)

Amor, uma questão de sorte?

Caro leitor, não tive a intenção de te oferecer uma resposta, mas de te fazer refletir, no entanto encerro esse post ( agora de verdade...rs) com fragmentos de músicas que abordam a temática!

"O amor? precisa da sorte, de um trato certo com o tempo
Pra que o momento do encontro seja pra dois o exato momento ..." (Exato Momento - Zé Ricardo)

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida ..." ( Todo o amor que houver nessa vida - Cazuza)

"Sexo é escolha, amor é sorte..." ( Amor e sexo - Rita Lee)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um grito de liberdade...


Escrevo hoje, após um período de silêncio e reclusão pessoal, para expor o mais claramente possível acerca de minhas impressões sobre a maneira com que as pessoas lidam com a liberdade.
Antes de tudo, ressalto que são impressões pessoais e por isso incapazes de abraçar todas as verdades. No entanto, espero que o texto sirva como reflexão.
Nascemos, crescemos e vivemos. Para que? Para sermos livres? Mas o que é ser livre?
Há muitas questões que gostaria de apontar, mas no momento o que transcende da minha mente é a desvalorização do direito inato de liberdade, ou pior, "do medo de ser livre", enraizado pela necessidade que nos foi impregnada de está unido a alguém!
Talvez esse último comentário te choque, caro leitor. Mas o que gostaria que entendesse é que não estou julgando a união com o outro, pelo contrário admiro e prezo por isso. O que levanto para reflexão é o conformismo das pessoas que deixam a liberdade se esvair para tornarem-se prisioneiras de relacionamentos medíocres, que causam mal, sofrimento e dor. E pior ainda, daqueles que são prisioneiros de si próprios, pois se escondem por trás do medo de não conseguir, do medo de perder, enfim, de se jogar fundo nos planos, sonhos e projetos...conformando-se com um futuro insosso e pré-determinado socialmente.
Liberdade... para mim é ter coragem de ser você mesmo, de encarar desafios, de buscar a felicidade, de viver em paz consigo e com o mundo... Vejo esse clima de final do ano, como um momento oportuno para ressaltar a liberdade, momento este para refletirmos e decidirmos o que realmente importa para nós, afinal a vida é um espetáculo breve ou longo, bom, mais ou menos, ou ruim... quem vai dizer isso, não é a soma de anos que você viveu, mas a forma como você viveu esses anos...
Voltando ao amor, acredito que quando duas pessoas se amam genuinamente, há mutualidade, respeito, unidade e liberdade. Liberdade de expressão, opinião... estamos unidos ao outro, porém não pertencemos, nem devemos tornar o outro uma necessidade vital...as pessoas se somam, é diferente!
Parece utópico, mas não é. Somos seres especiais e merecemos um amor livre... livre de preconceitos, inseguranças, ciúmes doentios, falta de respeito e que propicie a possibilidade de sermos nós mesmos, isso basta, o amor supre as diferenças, quando realmente está presente na relação, a isso chamamos: tolerância!
Com relação ao medo, penso que é um desafio a ser conquistado, um universo a ser desbravado, pois todo Não pode ser procedido por um Sim e todo final abre espaço para um novo começo, pode até ser clichê... mas é verdade!
Assim como os pássaros que voam livremente pela infinitude do céu e ainda como todo ser que ousou realizar o que parecia impossível, eu me permito tentar e o meu primeiro passo começa com um grito de liberdade ...

FELIZ 2012!!!

Jeane Constantino

domingo, 3 de abril de 2011

Autorreflexão




Paro, respiro e procuro sentir o misto de sensações que me cercam. Reflito, revejo minha vida, sonhos, perspectivas... Elevo minha alma à plenitude, procuro revigorar meu espírito, procuro um norte, uma luz …
Muitas vezes, as decepções de outrora, se refletem no presente, e nós, meros humanos, com nossas necessidades e anseios, buscamos soluções, respostas imediatas para solucionar problemas que muitas vezes só existem em nós mesmos.
Observando e analisando comportamentos, pude perceber que consciente e inconscientemente nossas atitudes sempre visam ao alcance da tão sonhada estabilidade que traz consigo a segurança. Acredito que se você fizer uma auto-análise, perceberá em suas ações, muito disso. Desde a compra de um produto, à escolha de um emprego e até mesmo de um namorado (a).
Essa busca desenfreada, acaba suprimindo o Eu inato e despertando o Eu faminto, que quer solucionar os fatos no agora e que acaba cobrando demais dos outros e principalmente de si mesmo. Impedindo que o ser viva cada dia por vez e aproveite as oportunidades que lhe aparecem pelo caminho...
Diante disso, emerge a necessidade de se preparar uma revolução interior até o momento de exteriorizá-la, afinal podemos ser o que quisermos … os sonhos não são estáticos, eles se renovam como a subjetividade humana. Então, cultive bons sonhos e semeie amor por onde você passar, pois um dia, tudo voltará para você, afinal faz parte do ciclo da vida.
Nossas conquistas nesse plano devem representar a felicidade da existência, o agradecimento ao criador, além do que um próprio estímulo para continuar a existir e acreditar... A família, alicerce constante, deve ser nosso “reforço positivo”, ou seja, a força capaz de nos tornar humanos, em sua essência, além de instigados a seguir em frente na luta para realizar nossos objetivos... A entrega entre os seus deve ser permanente, família é laço de amor eterno... Amigos, família da alma, companheiros de vida, centelhas de luz... EU... a personificação da alma, agente transformador da história, seja no passado, no futuro ou no agora... afinal, esse conjunto de percepções, vai além do meu finito alcance.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Doce Ilusão



Sozinha, envolta pela solidão noturna que me toma, contemplo a plenitude das estrelas, ao mesmo tempo em que visto-me de poesia e desejo, diante do emergente devaneio, que anseia inseguro por um beijo …

O mesmo que desafiaria as dimensões do espaço e te traria aos meus braços, me permitindo sentir uma emoção real, fortalecida pelos laços afetivos e intensificada pela pele...

Revivo o entrelaçar de vozes, a hipnose do sorriso; olhares que se cruzam, bocas que se convidam, corpos que se unem, no itinerário do infinito...

Intenso e efêmero, tão arrebatador que assusta, fere o humano coração com seus martírios, de tal forma encontra-se meu Eu, permeado por delírios...

Carente de um amor consistente, que ultrapasse os limites da paixão sem perdê-la e que contemple a certeza de um envolvimento mútuo, repleto de cumplicidade, coragem e leveza...

Amor e paixão, razão e emoção são temas sujeitos à discussão, por representarem uma certa contradição: mas afinal, o que quer meu coração? Temo que não passe de uma doce ilusão...